Lesões Pré-Malignas e Cancro da Pele Não Melanoma por Margarida Rafael

O cancro da pele é o cancro mais frequente da espécie humana e a sua incidência continua a aumentar pelo que a detecção precoce e respectivo tratamento são objectivos importantes que implicam o envolvimento da sociedade em geral e, em particular, dos profissionais de saúde.

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Nevos Melanocíticos por Isabel Viana

As lesões melanocíticas benignas são múltiplas e variadas, indo das vulgares sardas (efélides) aos lêntigos, nevos comuns, nevos atípicos ou displásicos e nevos azuis de entre outras mais raras e específicas.

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O pediatra e o sol por Luís Pinheiro

Toda a educação que temos o dever de dar no que diz respeito à protecção solar, deve começar logo após o nascimento, pois quanto mais cedo forem cumpridas as normas e conselhos, menos efeitos poderemos ter no futuro, sabendo-se que cerca de 80% da exposição solar ocorre nas primeiras 2 décadas de vida, e que uma protecção cuidadosa durante a infância pode reduzir o risco de cancro cutâneo em cerca de 78% dos casos.

Sendo Portugal um país de sol e praia, culturalmente somos confrontados com os seus benefícios. Se nem sempre é fácil fugir ao acréscimo de exposição solar pela nossas condições geográficas e climáticas, frequentemente ocorrem excessos com efeitos precoces, quase sempre subvalorizados (escaldões, queimaduras solares) e por isso raramente observados pelos pediatras, e eventualmente tardios, que só anos mais tarde se irão manifestar.

Apesar de tudo, a informação e o acesso a ela são, hoje em dia, muito maiores, quer nos meios de comunicação, quer através de campanhas como as que são feitas pela Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo.

E são do conhecimento geral os cuidados que devemos ter com as crianças, como a evicção solar, se possível até aos 12 meses e particularmente entre as 11 e as 17 horas, o uso de protecção solar sob a forma de chapéus de sol, chapéus de abas largas e roupa adequada, óculos de sol e protectores solares com índices de protecção e características adequados às crianças, sempre utilizados em quantidade adequada ainda em casa, e renovados cada 2 horas e após os banhos na água.

Luís Pinheiro
Chefe de Serviço de Pediatria – HPP Hospital de Cascais

O vestuário e o sol por Fernando Merino

Determinar o índice de protecção do vestuário à radiação UV, normalmente expresso pelo índice UPF, é possível, e tal como nos cosméticos o índice mede a protecção efectiva, que no caso do vestuário pode ser influenciado pela composição do tecido, contextura, cor, elasticidade, humidade, design da peça, conservação e inibidores de radiação UV.

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